Professor executado: pai e sobrinho que mataram por vingança viram réus

Foto: Divulgação/ND

O pai e o sobrinho responsáveis pela execução do professor Lucas Antônio de Lacerda, de 39 anos, em São José, na Grande Florianópolis, viraram réus. A dupla, de 45 e 24 anos, respectivamente, será julgada por homicídio qualificado.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina à Justiça destaca que o crime foi movido por vingança. O filho de um dos réus morreu em um acidente de trânsito envolvendo o professor em 2024.

Os dois réus também tiveram a prisão temporária convertida em prisão preventiva. A decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina entendeu que a medida se faz necessária dada a motivação torpe e as condutas pós-crime, que incluem a ocultação e troca de placas dos veículos, dificultando a localização.

Somado a isso, foi observado que os réus possuem histórico criminal. O pai, autor dos disparos, foi preso em 2017 por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. O sobrinho possui uma condenação por outro homicídio.

O laudo técnico elaborado pela Polícia Científica observou 35 ferimentos por projétil de arma de fogo no corpo do professor executado. Além disso, as radiografias realizadas em Lucas mostraram um total de 15 projéteis alojados em seu corpo.

A maioria dos disparos atingiu o tórax, cabeça, pescoço e braços. A causa da morte foi dada como politraumatismo por arma de fogo. O laudo foi finalizado no dia 30 de setembro.

A denúncia do Ministério Público aponta que os réus pararam o automóvel na frente do carro conduzido pela vítima e, em seguida, o pai desembarcou e executou Lucas. Os tiros atravessaram o para-brisa e a janela lateral do motorista e atingiram o professor. Após o crime, o executor fugiu, com auxílio do sobrinho.

Segundo o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), o professor recusou a proposta de acordo de não persecução penal e acabou denunciado. A denúncia se baseou em boletins de ocorrência, laudos periciais e depoimentos de testemunhas coletados durante a investigação.

Fonte: ND+