Promotora do Paraná retoma rotina após prisão de homem que a perseguia, e divulgava conteúdos ofensivos

Foto: CATVE

Depois de meses, Simone Lorens se prepara para retomar a rotina de trabalho, sem perseguição e sem ataques. Antes de cumprir vários compromissos, uma manhã de alívio e tranquilidade, em casa.

Simone Lorens, tem 30 anos de atuação no Ministério Público do Paraná. Além dela, uma juíza responsável e uma advogada da parte contrária Rafaela Polidoro, foram alvos de ações criminosas de um homem de 40 anos. Foram 60 dias de insegurança causada por um homem que ela nem conheceu pessoalmente.

"Nenhuma prisão pode ser comemorada, mas eu posso dizer enquanto vítima que me sinto bastante aliviada, depois de 60 dias vivendo esse martírio, esse calvário. Esta noite eu consegui descansar um pouco melhor", relatou a promotora.

A promotora conta que houve dias em que trabalhou com escolta, também dentro de casa e mesmo assim o pavor era grande. A violência que a promotora e as outras profissionais sofreram estava relacionada a um processo de família que envolve o filho do investigado, de seis anos, e tramita em segredo de justiça em Cascavel.

Vinícius Guedes Sin, foi preso em casa por policiais civis da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos no Rio de Janeiro. Ele criou um site e publicava ataques pessoais e institucionais contra as três mulheres, divulgava informações protegidas por segredo de Justiça, disseminava conteúdos ofensivos, fazia reclamações e representações institucionais para tentar intimidar e constranger as vítimas e ainda associava a atuação delas a ideologias extremistas como nazismo.

O Plantão Judiciário da Comarca de Pinhais, no Paraná, decretou a prisão preventiva e determinou a retirada do site do ar. Durante o cumprimento de prisão, busca e apreensão, os policiais encontraram dispositivos eletrônicos foram encaminhados para perícia.

O criminoso permanece à disposição da Justiça do Paraná, responsável pelo caso. Ele vai responder pelos crimes de perseguição, violação de segredo de Justiça e calúnia. O caso segue em investigação.

Enquanto isso, a promotora pode agora seguir, mas carregando uma experiência dolorosa, porém cheia de significados.

"Agora que eu vivi todo esse tipo de violência de toda a natureza que aconteceu, violência moral, violência psicológica, destruição da minha autoestima, essa condição objetiva da minha intimidade que foi exposta de toda essa forma. Eu digo que fico um pouco decepcionada com o mundo, que se evoluiu tanto, mas esse assunto temos muito para evoluir, mas por outro lado me sinto forte, me sinto preparada e evidamente que vou continuar trabalhando pelos meus ideais de justiça" , relatou Simone.

Fonte: CATVE