“Cada dia é mais dor”: menino de 7 anos precisa de cirurgia urgente

Foto: Jornal Razão

Aos apenas sete anos de idade, Joaquim já carrega uma trajetória marcada por desafios médicos extremos e sucessivas superações. Morador de Concórdia, no Oeste de Santa Catarina, o menino nasceu contrariando todas as previsões feitas ainda durante a gestação, quando médicos alertaram a mãe, Tyane Mattos, de que o bebê dificilmente sobreviveria.

Joaquim veio ao mundo com uma condição rara chamada encefalocele occipital severa, além de cegueira permanente, hipotonia e hidrocefalia. Desde os primeiros meses de vida, passou a conviver com internações frequentes, terapias contínuas e acompanhamento multidisciplinar.

Apesar das limitações, surpreendia familiares e profissionais da saúde. Joaquim demonstrava alegria constante, reagia à música, se comunicava à sua maneira e chegou a conquistar avanços importantes na mobilidade, caminhando com auxílio e, posteriormente, de forma independente com andador.

“Ele sempre foi um milagre. Disseram que não sobreviveria nem uma hora. Hoje tem sete anos e, todos os dias, nos ensina o que é força”, relata a mãe.

A rotina da família mudou drasticamente em outubro de 2024, quando Joaquim sofreu um quadro grave de hipertensão intracraniana após falha de uma válvula cerebral. Foram necessárias cirurgias de emergência e uma longa permanência na UTI, que durou cerca de dois meses.

Durante esse período, o menino enfrentou complicações severas, incluindo infecções generalizadas, meningite, encefalite e crises convulsivas. Ele sobreviveu, mas retornou para casa com sequelas importantes, como paralisia cerebral, dificuldades para falar e engolir, além de tetraparesia espástica.

Hoje, a principal batalha de Joaquim é contra a dor diária.

A espasticidade intensa provocou uma luxação grave no quadril esquerdo, que já não responde aos tratamentos medicamentosos. Segundo a família, mesmo com uso de analgésicos potentes, o menino sente dor constante.

Diante do agravamento do quadro, médicos indicaram uma cirurgia bilateral de quadril como única alternativa para aliviar o sofrimento. Por conta do histórico clínico complexo, o procedimento precisa ser realizado na AACD, em São Paulo, referência nacional em reabilitação e atendimento a pacientes com deficiência física.

O valor total do tratamento gira em torno de R$ 190 mil, incluindo hospitalização, honorários médicos e reabilitação pós-operatória. Além disso, a família ainda precisa arcar com custos de viagem, estadia e alimentação, já que a permanência na capital paulista deve durar entre 30 e 40 dias.

Sem condições de cobrir todas as despesas, Tyane iniciou uma vaquinha solidária na tentativa de viabilizar a cirurgia o mais rápido possível.

“Cada dia de espera é mais um dia de dor para o meu filho”, desabafa.

A família pede apoio da comunidade para que Joaquim possa ter acesso ao tratamento necessário e, finalmente, encontrar alívio para o sofrimento que enfrenta diariamente.

Fonte: Jornal Razão