A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) localizou, nesta quinta-feira (5), na região da Vila Reis, em Apucarana (PR), restos mortais que seriam da costureira Cíntia Cristina Silveira da Costa, de 31 anos, desaparecida desde maio do ano passado. A descoberta do corpo foi possível após o principal suspeito confessar o homicídio e indicar o local exato onde enterrou a vítima em uma cova rasa. A identificação oficial ainda depende de exames do Instituto Médico Legal (IML), mas a PC-PR considera o caso solucionado.
Segundo a delegada responsável pela investigação, Luana Lopes, o suspeito estava custodiado em Campinas (SP) e, em depoimento, admitiu ter assassinado Cíntia com três golpes de faca após uma desavença ocorrida em sua residência na Vila Reis. Conforme informações da polícia, os dois se conheceram em uma festa em uma boate na mesma noite do crime e não mantinham qualquer relacionamento prévio.
O interrogatório do suspeito foi considerado fundamental para o êxito da diligência, devido à dificuldade de localização do corpo. “Sem a presença dele aqui nós não teríamos conseguido localizar esse corpo. Inclusive, nós tentamos de forma remota, mas não foi possível, porque se vocês olharem para trás, vocês vão ver obviamente a dimensão que é esse mato”, explicou a delegada Luana Lopes.
A investigação, que se estendeu por quase um ano, enfrentou obstáculos significativos, como o assassinato de testemunhas e o apagamento de imagens de câmeras de segurança. “Uma investigação muito complexa, que nós tivemos várias testemunhas assim que não nos auxiliaram muito. Inclusive, nós tivemos assassinatos no meio da nossa investigação, assassinatos de testemunhas”, relatou a delegada.
O suspeito afirmou ter agido sozinho no ocultamento do cadáver. No local indicado, a perícia criminalística constatou que os restos mortais apresentavam vestes compatíveis com o relato do agressor. Em razão do estado avançado de decomposição da ossada, a polícia realizará exames de confronto genético para confirmação laboratorial da identidade da vítima.
Ao final dos trabalhos de campo, a delegada Luana Lopes destacou o empenho da equipe, composta majoritariamente por mulheres, e rebateu críticas recebidas durante o processo investigativo. “Hoje a gente prova para toda a sociedade apucaranense e paranaense que nós mulheres somos capazes. Muito capazes. E, assim, damos uma resposta para a família da Cíntia”, afirmou a delegada, emocionada.
O suspeito permanecerá à disposição da Justiça e existe a possibilidade de sua transferência definitiva para o sistema prisional de Campinas, por questões de segurança. Ele residia em Apucarana na época do crime, mas possui familiares em Campinas. Após o crime, mudou-se para a cidade paulista e atualmente encontra-se preso em Apucarana.
Fonte: CGN
Foto: Lis Kato/TNOnline

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