Produção de mel fortalece agroindústria e amplia mercados, em Francisco Beltrão

Foto: Assessoria

A produção de mel em Francisco Beltrão tem ganhado destaque pela organização dos produtores e pelo cuidado em cada etapa do processo, desde a colheita até a comercialização. 

A atividade, no entanto, é sazonal. Segundo a médica-veterinária da Secretaria Municipal de Agricultura, Andriéle Predebon, a colheita ocorre geralmente entre os meses de novembro e abril, período em que há maior florada e, consequentemente, aumento na produção pelas abelhas.

De acordo com a profissional, o município conta atualmente com quatro produtores formalizados. “Temos quatro produtores: dois vinculados ao Susaf, serviço de inspeção que permite a comercialização do produto em todo o Estado, e dois cadastrados no SIM, que podem comercializar apenas dentro do município”, explicou.

Como funciona a produção de mel

O processo de produção começa ainda no campo, com a instalação das caixas de abelhas, compostas por sobrecaixas onde elas produzem o mel. Após a colheita, as estruturas são transportadas até a agroindústria, onde passam por uma série de procedimentos.

Na área de produção, os favos são retirados e encaminhados para a área limpa, onde ocorre a remoção das embalagens de acrílico com o favo intacto. Em seguida, cada unidade passa por verificação visual, vedação e limpeza externa antes de seguir para comercialização. Entre os produtores locais, um se destaca pela fabricação de mel em favo, produto considerado diferenciado por exigir pouca intervenção humana. “No município, temos um produtor da comunidade do Rio do Mato que produz mel em favo. Ele coloca o pote dentro da caixa, e as próprias abelhas fabricam o favo ali. É um produto diferenciado, com pouca intervenção humana. O produtor foi cadastrado e recebeu o Selo Arte, o que possibilita a venda do produto em todo o território brasileiro”, relatou Andriéle.

O que é o Selo Arte

O Selo Arte é um certificado federal que atesta a qualidade e a produção artesanal de alimentos de origem animal, como o mel, garantindo o cumprimento de boas práticas sanitárias e técnicas tradicionais. A certificação permite que o produtor comercialize o produto em todo o país, desde que atendidas as exigências sanitárias.

Além da inspeção, o controle de qualidade inclui análises microbiológicas e físico-químicas, bem como a avaliação das características sensoriais do mel, como cor, sabor, aroma e consistência, que podem variar conforme a origem floral e o estado físico do produto.

Com organização, fiscalização e incentivo à regularização, Francisco Beltrão tem fortalecido a cadeia produtiva do mel, agregando valor ao produto local e ampliando mercados para os apicultores do município.

Fonte: Assessoria