A Polícia Civil de Goiás (PCGO) cumpriu, nesta terça-feira (24/2), sete mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão contra uma quadrilha investigada por aplicar golpes virtuais e lavar dinheiro.
Apenas uma das empresas de fachada criada pelo grupo movimentou mais de R$ 1,3 milhão em apenas cinco meses, enquanto uma das operadoras investigadas movimentou R$ 1,6 milhão em sua conta pessoal.
Com os investigados a polícia apreendeu bens avaliados em aproximadamente R$ 300 mil, incluindo relógios de luxo (foto em destaque) e quatro veículos. Armas também foram encontradas.
Como os golpistas agiam
O nome dado à operação, Dominus Fictus (“Patrão Fictício” ou “Chefe Simulado”, em latim), remete diretamente ao modo como os criminosos agiam para enganar as vítimas.
Os golpistas criavam perfis falsos a fim de se passarem pelo verdadeiro gestor da empresa. Eles escolhiam a firma que seria alvo do próximo golpe e mapeavam a rotina para identificar vulnerabilidades organizacionais.
Por meio de aplicativos de mensagem, o grupo criminoso utilizava fotos dos gestores e linguagem usada por eles para enganar as vítimas.
Ao atingirem funcionários do departamento financeiro, os estelionatários exigiam pagamentos urgentes para supostos fornecedores, valores que na realidade eram transferidos para contas “laranjas” e empresas de fachada.
Divisão de funções
De acordo com a investigação da PCGO, o grupo atuava com divisão de funções estruturadas em três núcleos: operacional, logístico e financeiro.
As contas utilizadas pelos criminosos apresentavam movimentações incompatíveis com a renda declarada, transformando o que parecia inicialmente um delito isolado em uma associação criminosa.
A operação foi realizada pelos grupos Fref e GAS da PCGO. Os mandados foram cumpridos nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Caturaí e Senador Canedo.
Fonte: Metrópoles
Foto: Reprodução/PCGO

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