O Paraná consolida seu papel de referência nacional no policiamento especializado no campo com a realização do 1º Seminário Nacional de Patrulha Rural Comunitária, nesta semana, em Curitiba. O modelo paranaense de segurança rural é reforçado pela queda consistente dos indicadores criminais nas áreas rurais do Estado.
Segundo números da Secretaria da Segurança Pública do Paraná, crimes como roubo em propriedades rurais registram redução de quase 79% entre 2019 e 2025, resultado associado ao fortalecimento do policiamento especializado e à modernização das estratégias de segurança no campo.
O seminário, promovido pela Polícia Militar do Paraná (PMPR), reuniu representantes de patrulhas rurais de diferentes estados do País, como Acre, Goiás, Distrito Federal, Rondônia, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, que compartilharam durante os dias 17 e 18 experiências e modelos de atuação no policiamento voltado ao meio rural.
Além das forças de segurança, o evento contou com a participação de entidades ligadas ao setor produtivo, entre elas o Sistema FAEP e representantes de federações da agricultura de estados como Paraíba e Sergipe, reforçando a integração entre segurança pública e produtores rurais no fortalecimento das estratégias de prevenção à criminalidade no campo.
O debate ocorre em um cenário estratégico, visto que o Paraná possui cerca de 14,76 milhões de hectares de território, com aproximadamente 95,7% dos municípios classificados como predominantemente rurais. A população que vive nessas áreas corresponde a cerca de 10,4% dos habitantes do Estado, o equivalente a aproximadamente 1,2 milhão de pessoas que dependem diretamente da eficiência das políticas públicas de segurança voltadas ao Interior.
No Estado, os resultados alcançados na segurança do campo são fruto de um trabalho integrado entre diferentes forças e instituições. A atuação coordenada entre a Polícia Militar, Polícia Civil e demais forças de segurança, aliada à cooperação com produtores rurais, sindicatos e entidades representativas do setor agropecuário, fortalece as estratégias de prevenção e repressão à criminalidade nas áreas rurais. Esse modelo de integração institucional e comunitária contribui diretamente para a melhoria dos indicadores de segurança no campo.
INDICADORES – Segundo números da Secretaria da Segurança Pública, diversos crimes registrados no meio rural apresentam redução significativa entre 2019 e 2025. Os homicídios dolosos nessas áreas passam de 159 casos para 87 registros, queda de cerca de 45%, enquanto os feminicídios diminuem de cinco para três ocorrências no período, redução de 40%.
Nos crimes patrimoniais, os furtos em propriedades rurais passam de 7.890 registros em 2019 para 3.658 em 2025, retração de cerca de 56%. Já os roubos apresentam redução ainda mais acentuada, caindo de 853 para 247 ocorrências, o que representa diminuição de quase 79%.
Também há redução expressiva em crimes diretamente ligados à atividade agropecuária e ao patrimônio do produtor rural. O furto de bovinos passa de 1.224 registros em 2019 para 443 em 2025, queda de cerca de 57%, enquanto o roubo de animais de criação diminui de 16 para um caso no mesmo período, redução de aproximadamente 87%.
Nos crimes envolvendo insumos agrícolas, os furtos passam de 160 ocorrências para 43, retração de cerca de 74%, e os roubos diminuem de 14 para dois registros. Já os crimes envolvendo veículos em áreas rurais também apresentam redução, com os furtos caindo de 296 para 189 casos (queda de cerca de 43%) e os roubos de 335 para 100 ocorrências, retração próxima de 81% entre 2019 e 2025.
Para o secretário da Segurança Pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira, o avanço nos indicadores é reflexo de uma política de segurança que combina presença policial, tecnologia e integração com a comunidade rural. “O Paraná tem investido de forma contínua no fortalecimento das forças de segurança e no policiamento especializado no campo. A queda dos indicadores mostra que a presença da Patrulha Rural, aliada à tecnologia e à integração com produtores e entidades do setor, tem sido fundamental para ampliar a proteção nas áreas rurais”, afirmou.
PATRULHAMENTO COMUNITÁRIO – Além da retração nos indicadores criminais, as ações operacionais resultam em produtividade expressiva no ambiente rural entre 2022 e 2025. Foram registrados pela PMPR 322 flagrantes de tráfico de drogas, 435 armas de fogo apreendidas, 450 veículos recuperados, 854 veículos notificados e 760 mandados de prisão cumpridos, além de 299 flagrantes de contrabando e descaminho.
Além disso, com a atuação preventiva, o programa de Patrulha Rural Comunitária contabiliza 37.362 propriedades rurais cadastradas e 24.607 certificações com placas de identificação. As análises da corporação apontam uma correlação estatística robusta (coeficiente de −0,69) entre o número de visitas realizadas e a queda de crimes como o abigeato, indicando que a presença policial preventiva é um fator decisivo para a redução dos registros.
De acordo com o comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Jefferson Silva, o programa é resultado do trabalho dedicado dos policiais militares que atuam diariamente no campo, fortalecendo a presença da instituição e a aproximação com os produtores rurais. “A Patrulha Rural Comunitária evidencia a dedicação e o profissionalismo dos nossos policiais militares, que atuam com proximidade junto à comunidade rural, conhecendo o território, construindo relações de confiança e fortalecendo a presença da Polícia Militar como parceira do produtor na promoção da segurança no campo”, afirmou.
Para o presidente do Sistema FAEP, Ágide Meneguette, o fortalecimento da segurança pública no campo é resultado da integração entre o poder público e o setor produtivo, com iniciativas que ampliam a presença do Estado e contribuem para a proteção de quem vive e trabalha no meio rural. “O Paraná tem avançado de forma consistente no fortalecimento da segurança pública, especialmente no campo. A atuação integrada entre o Governo do Estado, a Polícia Militar e o setor produtivo demonstra que, com planejamento, investimentos e cooperação, é possível ampliar a proteção das comunidades rurais e garantir mais tranquilidade para quem produz”, disse.
Fonte: AEN
Foto: PMPR

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