Cachorro começa a frequentar missas e acaba conquistando o padre, no Paraná

Foto: Arquivo pessoal/G1

Era Quarta-Feira de Cinzas, dia que marca o início da Quaresma e representa a conversão, quando o cachorro "Caramelo" entrou pela primeira vez na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em São Mateus do Sul, no Sul do Paraná, durante uma missa.

Ele chegou tímido e foi pedindo carinho aos fiéis entre os bancos, até chegar próximo ao altar. A cena chamou a atenção do padre Ivo Jablonski, que percebeu que o animal parou de andar e interagir com os devotos quando o vigário começou a proclamar o Evangelho.

"Na hora que começou, ele parou de pedir carinho e ficou paradinho, quietinho, escutando. Eu, que já estava na terceira missa do dia, sentei no chão do altar e ele veio ao meu lado, como se fosse um conhecido meu há muito tempo. Depois, foi embora", disse o padre, ao g1.

Desde então, o cachorro tem sido presença frequente nas missas do padre Ivo - que afirma que ele sempre "se comporta", principalmente na hora da Liturgia da Palavra. O animal foi apelidado carinhosamente de "Caramelo".

"Ele continua frequentando as missas, e sempre comportado: na hora do Evangelho ele para de pedir carinho. Isso que me chama a atenção: normalmente o bicho tá ali andando pra lá e pra cá, mas parece que ele gosta de escutar o Evangelho".

O cachorro se tornou uma figura tão marcante nas celebrações da Quaresma que o padre conta que, recentemente, achou falta dele numa das missas.

Caramelo não tem raça definida e é considerado um cão comunitário, pois recebe cuidados de moradores da região. Ele foi tema de um dos sermões recentes do padre, que se referiu a ele devido ao tema da Campanha da Fraternidade de 2026, que é "Fraternidade e Moradia".

"Eu comentei que hoje tem muita gente abandonada, e animais também - e tudo é criação de Deus. O ser humano é a obra-prima, mas tudo que Deus colocou no mundo tem um propósito na nossa vida e quer nos falar algo.... O que será que Deus quer falar sobre um bichinho no meio da gente, no meio de tanto abandono, fome, irresponsabilidade e agressões não só contra humanos, mas contra todas as criações de Deus? Que é preciso respeitar tudo que Ele criou", reflete o padre.

Fonte: G1