Após investigação de ameaças de estupro contra estudante de Medicina, UFPR anuncia reforço na segurança

Foto: G1

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) prometeu reforçar a segurança na instituição e disse ter solicitado aumento do policiamento após a investigação de ameaças de estupro contra uma estudante de Medicina da instituição.

Segundo o assessor jurídico da Reitoria, Rodrigo Kanayama, a universidade começou a ampliar a presença de vigilantes em postos físicos e vai investir em monitoramento eletrônico com a instalação de totens e torres de vigilância em diferentes pontos.

"Além disso, nós estamos também aprimorando a iluminação das áreas da universidade pra dar mais segurança também para aqueles que caminham de noite", informou Rodrigo Kanayama, assessor jurídico da Reitoria.

O assessor disse ainda que, para as novas instalações, será necessário realizar licitação, mas que o processo deve ocorrer de forma ágil. Não há, no entanto, data prevista para a implementação da nova iluminação, nem dos novos sistemas de segurança.

A instituição apura se as ameaças investigadas partiram de um aluno. Caso a situação se confirme, a Corregedoria da universidade pode abrir um Processo Administrativo Disciplinar, que pode resultar em suspensão ou exclusão.

A UFPR confirmou que teve acesso aos prints com as ameaças, mas como as investigações são tratadas em sigilo, eles não foram divulgados.

"Nós sabemos que foi uma discente que sofreu esta suposta ameaça. Porém, a gente não tem certeza ainda de quem é o autor. Pode ser que seja da comunidade interna ou pode ser uma pessoa externa. Isso vai ser apurado agora nessa investigação", informou Rodrigo.

O caso chegou à universidade por meio de uma denúncia feita pelo Diretório Acadêmico de Medicina Nilo Cairo (DANC). Segundo a organização estudantil, a estudante estava sendo perseguida, sofrendo ameaças e sendo abordada por aplicativo de mensagens.

"Através das mensagens, foi revelado que tentariam fazer um ataque a ela nos últimos dias [...] Os mesmos estavam promovendo um 'bolão', apostando em quem conseguiria violentar essa e outras mulheres na universidade", escreveu o diretório em nota pública.

Depois da denúncia, conforme a UFPR, a estudante vítima das ameaças foi acolhida. A universidade informou que ofereceu atendimento psicológico e jurídico para ela, como determina uma norma interna da instituição que prevê um conjunto de práticas para proteção de vítimas de violência.

Universidade diz que caso é pontual

A UFPR disse que o caso é pontual, direcionado a uma estudante específica.

"Nós só temos este caso. Não é algo genérico, não é para toda a comunidade, não foi distribuída uma ameaça geral. Nós não temos uma confirmação de que existe uma ameaça para o corpo discente. Nós temos apenas um caso pontual neste momento", esclareceu Kanayama.

A Polícia Civil (PC-PR) informou que instaurou um inquérito e que as investigações estão em curso para apurar as ameaças.

Apesar disso, caso outro estudante sofra algum tipo de ameaça, a orientação da UFPR é procurar imediatamente a ouvidoria da universidade, munido de prints, cópias das mensagens e, se possível, testemunhas. A UFPR destaca que os casos são tratados sob sigilo.

A Polícia Civil orienta que eventuais outras vítimas e testemunhas compareçam pessoalmente à Delegacia da Mulher da Capital ou entrem em contato pelo WhatsApp (41) 3219-8624 para agendamento de oitivas.

Fonte: G1