Lucas Primo Alves, dono de uma loja de revenda de carros em Curitiba, é investigado pela Polícia Civil (PC-PR) por desaparecer após deixar um cartaz escrito “fui almoçar” no estabelecimento. Clientes afirmam ter ficado sem os veículos e sem o dinheiro das vendas.
Na loja SRT Motors, que pertence ao suspeito, o aviso continua na porta mais de uma semana depois do desaparecimento. O estabelecimento está fechado e o proprietário não responde aos clientes.
Ao menos três vítimas procuraram a polícia e as investigações estimam que o prejuízo causado pelo golpe seja de R$ 300 mil..
Segundo o delegado responsável pelo caso, José Pinhão, o suspeito negociava com as pessoas que anunciavam os veículos nas redes sociais.
"Ele se propunha a adquirir os veículos, dava uma parcela de entrada, só que na sequência havia a transferência dos automóveis e esse investigado não repassava os valores para as vítimas. Elas ficavam sem o veículo e sem o valor remanescente", detalhou o delegado José Pinhão.
A orientação é para que outras possíveis vítimas registrem um Boletim de Ocorrência (B.O.) e procurem a delegacia da Polícia Civil.
Fábio Kienen, que afirma ter sido vítima de Alves, conta que foi abordado pelo suspeito depois de anunciar o veículo em um portal de vendas online. Segundo ele, o homem se apresentou como intermediador e informou que tinha um cliente interessado no carro.
"A gente fez a vistoria e assinou o contrato de consignação", conta.
No dia seguinte, o suspeito informou à vítima que o suposto cliente confirmou a compra do veículo. Em seguida, Alves foi até um cartório com Fábio para assinar um contrato de intermediação e procuração, autorizando a venda do automóvel em nome da vítima.
Segundo Fábio, Lucas Primo Alves vendeu o veículo para outra loja sem o conhecimento dele e fez o pagamento de uma entrada, criando aparência de legitimidade na negociação. No entanto, o suspeito não pagou o valor final acordado, causando um prejuízo de mais de R$ 80 mil.
Alves prometeu comprar o carro de Fábio por R$ 100 mil. Porém, o repasse foi feito para outra loja por R$ 80 mil. Para a vítima, isso indica que o suspeito não tinha intenção de fazer o pagamento.
"Quando eu vim, a loja estava com bastante veículos no pátio. Dava a falsa sensação de que era uma empresa séria: você ter os veículos ali, a loja aberta, o CNPJ registrado. Isso acaba te dando a sensação de que é um negócio legítimo", contou.
Ele descobriu o golpe depois que começou a desconfiar da situação e encontrou, na internet, um site criado por outra vítima relatando o mesmo tipo de caso e denunciando o crime.
Fonte: G1
Foto: G1

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