Itaipu recebe Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça e reforça compromisso com inclusão e diversidade

Foto: Itaipu

A Itaipu Binacional recebeu, nesta segunda-feira (25), em Brasília, o Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça, concedido pelo Ministério das Mulheres a organizações que adotam práticas concretas de promoção da igualdade no ambiente de trabalho. A certificação integra a 7ª edição do programa e reconhece empresas comprometidas com ações de inclusão, permanência e ascensão profissional de mulheres, com atenção às desigualdades de gênero e raça.

Segundo a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, o selo é uma forma de reconhecimento a empresas que assumem, na prática, o compromisso de remover barreiras ao acesso, à permanência, à remuneração e à ascensão das mulheres no mundo do trabalho. A agenda de equidade, apontou, precisa estar incorporada à gestão de pessoas e à cultura organizacional, contribuindo para a igualdade salarial, a autonomia econômica e o protagonismo feminino.

“A equidade não é apenas uma garantia legal. É uma forma de assegurar a autonomia econômica das mulheres, é garantir que escolham sua trajetória livremente”, afirmou a ministra, ao reforçar que cada plano de ação bem-sucedido representa um passo efetivo para a igualdade salarial e uma barreira a menos para a autonomia econômica.

A ministra da Igualdade Racial, Raquel Barros, ressaltou a importância de articular gênero e raça nas políticas de inclusão. Ela defendeu ações integradas para ampliar a presença de mulheres negras em espaços de liderança e lembrou que as desigualdades no mercado de trabalho atingem de forma mais intensa as mulheres racializadas. “Gênero e raça são dimensões inseparáveis.”

O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, destacou que o compromisso da empresa com a equidade de gênero e raça é uma política de gestão interna e de responsabilidade territorial. “Na Itaipu, atuamos em duas frentes simultâneas: entre empregadas e empregados, e junto às comunidades da região de influência, com o objetivo de construir relações mais respeitosas e igualitárias”, afirmou.

Além de apoiar a formação, por meio de cursos e seminários, a Itaipu investe na construção da Casa da Mulher Brasileira em Foz do Iguaçu e em Ponta Porã; na implantação de uma ala para atendimento de mulheres com dependência química, em parceria com a Igreja Católica; na reforma da Delegacia da Mulher, entre outras frentes.

“O reconhecimento evidencia o avanço institucional na consolidação de políticas que promovem a equidade, a valorização da diversidade e o respeito às pessoas”, complementou o diretor administrativo, Djalma Berger, lembrando que a Itaipu é comprometida com uma gestão orientada por resultados sociais, respeito às pessoas e valorização das diferenças.

A coordenadora do Comitê de Gênero, Raça, Diversidade e Inclusão da Itaipu, Andreia Duarte Trevisan, destacou que o selo reconhece um trabalho construído de forma coletiva e contínua na empresa. De acordo com ela, a certificação confirma avanços importantes na promoção de ambientes mais inclusivos e reitera a responsabilidade de manter a agenda de diversidade como compromisso permanente da Itaipu.

Representando o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na cerimônia, Luciana Vasconcelos Nakamura observou que a promoção da igualdade de gênero e raça não é apenas um compromisso ético, mas uma estratégia de desenvolvimento econômico, fortalecimento institucional e modernização das relações de trabalho.

Luciana lembrou também que, embora as mulheres brasileiras tenham, em média, maior escolaridade que os homens, ainda enfrentam dificuldades de inserção, permanência e ascensão profissional. “Valorizar as mulheres não é custo, é investimento em desenvolvimento, produtividade, democracia e justiça social”, declarou.

Na mesma linha, o diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Vinicius Pinheiro, disse que o programa atua em dimensões fundamentais do mundo do trabalho, como acesso a oportunidades, progressão profissional, remuneração e reconhecimento. Para Pinheiro, o engajamento das empresas é decisivo para rever processos internos, estabelecer metas, valorizar a diversidade e combater todas as formas de discriminação.

O Selo

O Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça reconhece empresas que implementam planos de ação voltados à redução das desigualdades no mercado formal de trabalho. Nesta edição, 80 organizações foram certificadas por iniciativas de valorização da diversidade, ampliação da participação feminina em cargos de liderança e fortalecimento de práticas de equidade.

Criado em 2005, o programa completa 21 anos em 2026 e é coordenado pelo Ministério das Mulheres, em parceria com o Ministério da Igualdade Racial, o Ministério do Trabalho e Emprego, a ONU Mulheres e a Organização Internacional do Trabalho.

Fonte: Itaipu