Cantor de funk é encontrado morto em cemitério clandestino após identificação do corpo

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Um dos quatro corpos encontrados em um cemitério clandestino na zona sul de São Paulo pertencia a um cantor de funk. Os corpos foram localizados por guardas civis municipais em uma área de vegetação na comunidade Heliópolis na segunda-feira (25/5).

A vítima foi identificada como Jonas Barros de Oliveira, de 25 anos, conhecido como “Gigante”. Segundo o boletim de ocorrência, ele estava iniciando a carreira como cantor na produtora Damassaclan.

Os outros três corpos ainda não foram identificados. As autoridades, no entanto, trabalham com a hipótese de que um deles pertença a Francisco Rubens Souza Cruz, motorista da produtora, e o outro a Werlen Moitinho Vieira, gerente da Damassaclan. Os dois estão desaparecidos desde a última semana. Conforme a apuração do Metrópoles, familiares não identificaram Werlen entre as vítimas, mas relataram que um dos corpos estava com roupas que pertencem ao gerente.

Cemitério clandestino

Um cemitério clandestino foi localizado na comunidade Heliópolis, zona sul de São Paulo, na segunda-feira (25/5).

Guardas municipais estavam em patrulhamento em um terreno pertencente à Sabesp quando identificaram três caminhos marcados por mato pisado. Ao se aproximarem, perceberam três áreas com terra mexida e encontraram três corpos enrolados em cobertores.

A Polícia Civil iniciou as investigações e voltou ao local no dia seguinte. Um novo corpo foi encontrado enterrado e em estado avançado de decomposição.

Uma testemunha relatou aos policiais o desaparecimento de Jonas, amigo de Francisco e Werlen, na tarde de sexta-feira (22/5). Outra testemunha contou que Francisco foi chamado para “trocar uma ideia” com um homem dentro de um carro preto naquele mesmo dia e, desde então, não foi visto novamente.

Em busca do paradeiro de Francisco, a testemunha soube que Werlen, um dos melhores amigos do motorista, também havia desaparecido no dia anterior e não recebia novas mensagens no celular.

O caso foi registrado como homicídio no 95º Distrito Policial (Heliópolis), que acionou o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). As investigações prosseguem para identificar os outros corpos e esclarecer as circunstâncias das mortes.

Fonte: Metrópoles