Gaeco faz operação contra grupo suspeito de corrupção policial, no Paraná

Foto: CATVE

Os núcleos do Gaeco de Cascavel e Foz do Iguaçu deflagraram na manhã desta quinta-feira (28) as operações Clear Sky e Vera Cruz, que investigam um esquema criminoso envolvendo policiais militares e um policial civil no Oeste do Paraná.

Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão nos municípios de Céu Azul e Vera Cruz do Oeste.

Segundo o Ministério Público do Paraná, entre os investigados estão nove policiais militares e um policial civil suspeitos de crimes como corrupção passiva, peculato, falsidade ideológica e comércio ilegal de armas.

"Passe livre" para compristas

De acordo com as investigações, os policiais utilizariam viaturas, estrutura pública e o serviço de radiopatrulha para abordar compristas que vinham do Paraguai transportando mercadorias.

O esquema funcionaria mediante pagamento de propina

Ainda conforme o Gaeco, os agentes garantiriam um "passe livre" para o transporte irregular dos produtos e também desviariam parte das mercadorias apreendidas, principalmente eletrônicos de alto valor.

Os itens não seriam encaminhados aos órgãos competentes e acabariam sendo usados em benefício próprio.

Drones e câmeras clandestinas

As apurações apontam ainda que o grupo utilizava uma estrutura tecnológica para monitorar fiscalizações na região de fronteira

Segundo o Ministério Público, drones de alta performance e câmeras clandestinas eram instalados em estradas rurais, postos de combustíveis e até nas proximidades da Aduana Brasileira.

O objetivo seria acompanhar em tempo real a movimentação policial, fiscalizações e circulação de compristas.

Venda ilegal de armas e segurança privada

As investigações também indicam que integrantes do grupo teriam utilizado a estrutura policial para prestar serviços irregulares de segurança armada em uma propriedade rural no estado da Bahia.

Além disso, o Gaeco apura suspeitas de intermediação e venda ilegal de revólveres, pistolas e munições por meio de aplicativos de mensagens.

Os celulares, documentos e equipamentos apreendidos passarão por perícia e devem auxiliar no aprofundamento das investigações.


Fonte: Catve