O técnico Carlo Ancelotti quebrou o silêncio sobre a situação física de Neymar. Em entrevista coletiva na Granja Comary, neste sábado (30), o treinador da Seleção Brasileira confirmou que o atacante se apresentou com uma lesão mais grave do que o edema inicialmente informado pelo Santos, mas rechaçou qualquer possibilidade de corte do grupo que vai disputar a Copa do Mundo.
"Antes da convocação, recebemos um comunicado do Santos, que dizia que o jogador tinha um pequeno problema, uma edema, e assim, deixamos o Santos manejar esse tema até o dia 27. O jogador foi convocado porque, para a comissão, tinha que ser convocado. Depois, no dia 27, a CBF tomou cargo do problema do Neymar", revelou Ancelotti.
O exame de imagem detalhado em Teresópolis apontou uma lesão de grau 2, o que impede o atleta de participar das atividades de campo com o restante do elenco neste início de preparação. Apesar do revés médico, o treinador demonstrou otimismo com o cronograma de transição física e estabeleceu os prazos para o retorno do principal astro do país.
Pensamos que ele vai recuperar o mais cedo possível, está trabalhando bem, está animado. Ele vai estar conosco até o dia que vai recuperar, que pode estar disponível. Pensamos que ele pode recuperar pelo primeiro jogo da Copa do Mundo. Se não pode recuperar pelo primeiro jogo, vai recuperar pelo segundo jogo. Não temos nenhuma dúvida que não vamos trocar ninguém, os jogadores escolhidos são esses 26.
Questionado se mudaria de planos caso soubesse da real gravidade do problema no dia do anúncio da lista final, Ancelotti utilizou uma metáfora popular de seu país natal para encerrar o assunto.
Sabe o que se diz em Itália? Se meu avô tinha as rodas, era um carro. Então, se o Neymar, quando eu cheguei ao museu, estava nos 26.
A permanência de um atleta lesionado na delegação levantou questionamentos externos sobre uma possível interferência política na decisão do treinador. Ancelotti rebateu os boatos de forma categórica e afirmou que o único peso sobre seus ombros é a abundância de opções no futebol brasileiro.
A pressão que tive era uma pressão não externa, mas para a qualidade dos jogadores brasileiros em todo o mundo. Deixar pensar que temos deixado fora desta lista o jogador é importante. Temos tomado esta decisão sem nenhum tipo de pressão externa.
Sem Neymar, a Seleção Brasileira faz o amistoso de despedida contra o Panamá neste domingo, no Maracanã, antes do embarque para os Estados Unidos.
Fonte: Band
Karoline
Foto: Band

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