Começa nesta quarta-feira (17/6, em Holambra (SP) a Hortitec 2026, principal feira da cadeia hortifrutícola brasileira. O evento, que acontece até sexta-feira (19/6), deve receber cerca de 32 mil profissionais do setor. A expectativa dos organizadores é movimentar R$ 750 milhões em negócios.
Durante a feira, serão apresentadas soluções voltadas ao aumento da produtividade, da sustentabilidade e da rentabilidade na hortifruticultura. Renato Optiz, diretor-geral da Hortitec, avalia que as tendências a serem debatidas no evento representam um retrato da transformação do setor.
"A feira reflete a atualização pela qual passa a prática hortifrutícola e a floricultura. Se antes as atenções estavam concentradas principalmente em máquinas e insumos tradicionais, hoje o foco inclui também ferramentas digitais, monitoramento inteligente, rastreabilidade, manejo sustentável e redução do desperdício", destaca.
Os corredores da Hortitec costumam reunir desde pequenos agricultores familiares em busca de soluções acessíveis até grandes produtores interessados em sistemas automatizados e tecnologias de ponta. “Os setores hortifrutícola e a floricultura enfrentam desafios como a falta de mão de obra qualificada, limitações da cadeia de frio e baixa percepção do valor agregado dos produtos. Por esses motivos, é importante avançar em tecnologia, integração de cadeias e abrir espaço para nos produtos e modelos produtivos”, resume Optiz.
Entre os destaques que as empresas apresentarão no evento, estão os produtos biológicos para manejo dos cultivos, agricultura de precisão, inteligência artificial na floricultura e novas variedades de frutas e legumes.
Dados dos setores
Segundo o Instituto Brasileiro de Horticultura (Ibrahort), o setor movimenta R$ 3 bilhões por ano e reúne 1.200 produtores em 12 Estados e no Distrito Federal, que atuam em diferentes segmentos, dos produtos frescos e congelados aos higienizados. O consumo segue em alta, com mais de 70% dos brasileiros priorizando alimentos mais saudáveis e práticos, o que amplia a participação dos perecíveis na cesta de compras e reforça a busca por conveniência.
Já na fruticultura, o Brasil segue como o terceiro maior produtor de frutas do mundo e ocupa a 24ª posição entre os exportadores. Segundo a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) o valor bruto da produção alcançou R$ 91,5 bilhões em 2024, com mais de 95% dos produtos destinados ao mercado interno. Atualmente, a fruticultura ocupa uma área plantada de mais de 2,8 milhões de hectares e gera cerca de 5 milhões de empregos, diretos e indiretos.
Em relação à floricultura, o Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia produtiva de flores e plantas vem em ritmo de recuperação, alcançando R$ 21,23 bilhões em 2024, uma alta de 9,95% em relação ao ano anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor).
Em 2022, o setor havia movimentado R$ 20,4 bilhões, com crescimento de 17%. Já em 2023, o volume caiu para R$ 19,31 bilhões, impactado por fatores econômicos e climáticos. A retomada em 2024 foi puxada pelo aumento do consumo interno e pela expansão da produção, que hoje envolve 8.300 produtores espalhados pelo país, cultivando uma área total de 16.380 hectares.
Fonte: Globo Rural
Foto: Divulgação

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