Os consumidores atendidos pela Copel no Paraná passaram a pagar, a partir desta terça-feira (24/06), uma conta de luz em média 20,51% mais cara. O reajuste foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) durante a revisão tarifária periódica da distribuidora e alcança cerca de 5,32 milhões de imóveis, entre residências, comércios, propriedades rurais e indústrias.
O percentual autorizado pela agência reguladora ficou mais de quatro vezes acima da inflação projetada pelo IPCA para este ano, estimada em 4,9%. Para os consumidores de baixa tensão, grupo que concentra a maioria das residências e pequenos estabelecimentos comerciais, o aumento médio será de 19,85%. Já para os consumidores de alta tensão, como grandes indústrias, a elevação média chega a 21,87%.
Com a mudança, uma família que atualmente paga R$ 200 por mês de energia passará a desembolsar aproximadamente R$ 240. Já uma conta de R$ 300 ficará próxima de R$ 360.
Segundo a Copel, a revisão tarifária homologada pela Aneel reconheceu os investimentos realizados pela companhia nos últimos cinco anos e estabeleceu uma Base de Remuneração Regulatória líquida de R$ 19,9 bilhões.
A maior parcela da composição da tarifa continua sendo formada pelos custos que não permanecem com a distribuidora. A chamada Parcela A reúne despesas com compra de energia, transmissão e encargos setoriais, que somam R$ 12,2 bilhões. Desse total, R$ 5 bilhões correspondem à aquisição de energia, R$ 4,6 bilhões aos encargos setoriais e R$ 2,44 bilhões à transmissão.
De acordo com a empresa, a atualização da Parcela A e dos componentes financeiros provocou uma pressão de 20,19 pontos percentuais sobre a revisão tarifária. Já a atualização da Parcela B, responsável pela remuneração dos investimentos e pela cobertura dos custos operacionais, acrescentou outros 8,58 pontos percentuais.
Um mecanismo de diferimento tarifário aplicado pela Aneel reduziu o impacto final em 8,26 pontos percentuais, permitindo que o reajuste médio fosse fixado em 20,51%.
A revisão tarifária periódica é diferente do reajuste anual das distribuidoras. O processo ocorre conforme os ciclos regulatórios definidos pela Aneel e envolve a análise da estrutura de custos, dos investimentos realizados e dos parâmetros de eficiência da concessionária, estabelecendo a remuneração que poderá ser cobrada dos consumidores nos anos seguintes.
Segundo a agência reguladora, o aumento poderia ter sido ainda maior. Cerca de R$ 1,1 bilhão em custos foram postergados para recuperação nas tarifas dos próximos anos. O diretor relator do processo, Fernando Mosna, informou que, sem a adoção desse mecanismo, o reajuste médio teria alcançado 28,77%.
Pela metodologia aplicada pela Aneel, o valor total do diferimento chegou a R$ 1,338 bilhão, contribuindo para uma redução de 8,26% no impacto imediato das novas tarifas sobre os consumidores paranaenses.
Fonte: SOT/Luiz Felipe Max
Foto: Divulgação

0 Comentários