Polícia Civil investiga caso de criança que ingeriu haxixe em Cascavel

Foto: Catve

A Polícia Civil do Paraná instaurou um inquérito para investigar o caso da criança de 2 anos que ingeriu haxixe em uma residência de Cascavel. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (26).

Segundo a nota oficial, a Polícia Militar foi acionada pelo serviço de assistência social do hospital onde a criança recebeu atendimento médico.

Em depoimento preliminar, o pai relatou que havia recebido uma pequena porção de haxixe e, ao chegar em casa, deixou a substância sobre a carteira antes de ir ao banheiro. Ao retornar, encontrou a embalagem no chão e percebeu que o filho apresentava alteração no comportamento.

Ainda conforme a Polícia Civil, o próprio pai socorreu a criança e a levou imediatamente ao hospital, onde foram adotados os procedimentos médicos para reverter o quadro clínico.

Inquérito vai apurar possível negligência

A Polícia Civil informou que, após a análise inicial do caso, não houve prisão em flagrante, uma vez que o pai prestou socorro imediato e as circunstâncias ainda dependem de investigação para esclarecer como a criança teve acesso à droga.

Por determinação da autoridade policial, foi instaurado um inquérito policial para apurar, em tese, a prática do crime de lesão corporal culposa, quando o dano ocorre sem intenção, mas em razão de negligência ou imprudência.

Lei Henry Borel será aplicada

A Polícia Civil informou ainda que o caso será conduzido com base na Lei Henry Borel (Lei nº 14.344/2022), por envolver uma criança no ambiente familiar.

Segundo a corporação, a legislação impede a aplicação de benefícios previstos na Lei dos Juizados Especiais Criminais, como transação penal e suspensão condicional do processo, garantindo um tratamento mais rigoroso para crimes praticados contra crianças.

Em nota, a Polícia Civil reforçou que continuará apurando todas as circunstâncias do caso.

"A Polícia Civil reitera seu compromisso com a proteção da infância e da juventude, garantindo que todas as circunstâncias de negligência ou omissão de cautela que coloquem em risco a vida de vulneráveis sejam rigorosamente apuradas e encaminhadas ao Poder Judiciário."


Fonte: Catve