Gabriel Magalhães se tornou o jogador brasileiro com mais passes certos em uma partida na história da Copa do Mundo. A postura fechada do Japão e, consequentemente, a maior influência dos zagueiros na armação fizeram com que o zagueiro superasse Dunga com 130 acertos em 135 tentativas no 2 a 1 que garantiu a Seleção nas oitavas de final.
Jogadores com mais passes certos em um jogo do Brasil na Copa:
Gabriel Magalhães (Brasil 2 x 1 Japão, 2026): 130
Dunga (Brasil 1 x 1 Itália, 1994): 130 [com prorrogação]
Dunga (Brasil 1 x 1 Suécia, 1994): 113
Marquinhos (Brasil 2 x 1 Japão, 2026): 108
Dunga (Suécia 0 x 1 Brasil, 2026): 107
A marca é ainda mais relevante se levarmos em conta que o recorde de Dunga, também com 130 acertos, tinha sido estabelecido na final da Copa de 1994, diante da Itália. Ou seja, em 120 minutos de bola em jogo.
Para se ter uma ideia da importância dos zagueiros para furar a defesa japonesa, Marquinhos, com 108 acertos, já se colocou em quarto no ranking. O curioso é que até então Dunga era não apenas o recordista, mas ocupava todo o pódio com atuações na conquista do tetra.
O capitão acertou 130 passes diante da Itália, 113 no empate com a Suécia na fase de grupos e 107 na vitória sobre os próprios suecos na semifinal. A Fifa contabiliza este tipo de estatística desde a Copa de 1966.
Entre os passes certos de Gabriel Magalhães, está a assistência para o gol de empate, marcado por Casemiro, após cruzamento da entrada da área. O zagueiro elogiou a paciência da Seleção mesmo em momentos de pressão:
— Tivemos a posse de bola e tivemos tranquilidade. No segundo tempo, criamos muitas oportunidades e fizemos os dois gols. Precisávamos ter um pouco de calma a partir do terço final e foi o que aconteceu.
Não é surpresa que Magalhães tenha influência na construção ofensiva da Seleção, mas os números na própria Copa expõem a demanda maior por conta da defesa com linha tão baixa do Japão. O zagueiro deu 97 passes contra a Escócia, 81 diante do Haiti e 85 na estreia com o Marrocos.
Apesar da dificuldade para furar a retranca japonesa, Carlo Ancelotti gostou da atuação do Brasil e indicou maturidade:
— Acho que até agora, este jogo foi o mais completo. Tivemos problemas no primeiro tempo para criar oportunidades, afinal, o Japão estava muito fechado. Buscamos soluções, com cruzamentos e mais presença na área no segundo tempo. Acho que houve evolução. Se tivemos problemas hoje, buscamos soluções.
Com Gabriel Magalhães novamente como protagonista, mas agora pelo duelo com o Haaland, o Brasil volta a campo domingo, às 17h (de Brasília), para enfrentar a Noruega, pelas oitavas de final. Quem passar terá pela frente México ou Inglaterra.
Fonte: GE
Foto: Paul Ellis / AFP

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