Exame detecta calmante no sangue de idosos que foram mortos pela diarista

Foto: Redes sociais

A perícia da Polícia Civil confirmou que encontrou um calmante, chamado clonazepam no sangue do casal de idosos morto a facadas em um apartamento de luxo, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Além disso, a placa do carro que levou Paola, após o crime para o centro da capital, assim como o proprietário do veículo foram identificados.

Segundo a Polícia Civil, Paola informou informalmente que, após o crime, abordou um motorista de aplicativo que descansava em uma rua próxima ao prédio das vítimas e ofereceu R$ 40 para que ele fizesse o transporte. A investigação já solicitou informações às plataformas de transporte por aplicativo para confirmar a versão apresentada pela suspeita e esclarecer a participação do veículo na fuga.

Paola Stefany Neto Cirino foi presa na quinta-feira (2), em Itabira, na Região Central de Minas Gerais, e confessou o duplo homicídio. Segundo a Polícia Civil, ela também admitiu ter furtado joias, dinheiro e outros bens do apartamento após matar as vítimas (relembre o caso mais abaixo).

Segundo a polícia, o exame toxicológico confirmou a presença do medicamento, um calmante com efeito sedativo e ansiolítico nas vítimas. A descoberta reforça a versão apresentada pela diarista Paola Stefany Neto Cirino durante o interrogatório, quando ela afirmou ter colocado comprimidos na bebida servida ao casal antes do crime.

Ainda de acordo com Felipe Freitas, a suspeita disse informalmente à polícia que havia colocado quatro comprimidos de clonazepam no suco das vítimas. No entanto, a investigação trabalha com a hipótese de que a quantidade utilizada tenha sido maior, com o objetivo de reduzir a capacidade de reação do casal antes dos assassinatos.

Usado no tratamento da ansiedade e de convulsões, o clonazepam atua no sistema nervoso central e, em excesso, pode provocar sedação intensa.



Fonte: G1