Espanha embala na Copa e é apontada como favorita no duelo de hoje contra a Bélgica

Foto: Lamine Yamal, durante treino pela Espanha na Copa do Mundo Getty Images

Após uma fase de grupos abaixo do seu potencial, a Espanha recuperou a condição de candidata ao título da Copa do Mundo com as vitórias sobre Áustria e Portugal. Diante da Bélgica, chega como favorita para avançar às semifinais. Mas o que explica essa evolução?

A resposta passa, essencialmente, pelo meio-campo e pelos problemas físicos enfrentados pela equipe. A Espanha de 2026 está mais próxima das ideias da campeã mundial de 2010 do que da campeã europeia de 2024.

Na última Eurocopa, o grande diferencial espanhol estava na força de seus pontas. Em excelente forma física e técnica, Lamine Yamal e Nico Williams deram ao time de Luís de la Fuente amplitude ofensiva e enorme capacidade de desequilíbrio nos confrontos individuais.

Nos Estados Unidos, porém, os dois chegaram longe das condições ideais. Lamine foi reserva na estreia e só entrou no segundo tempo por necessidade. Nico também não estava em sua melhor condição física e, para piorar, voltou a se machucar durante a competição.

Sem os dois no auge, mas ainda contando com Lamine, De la Fuente recorreu ao clássico jogo espanhol: posse de bola, paciência e circulação constante.

A formação titular com Dani Olmo e Álex Baena, ao lado de Rodri - brilhante contra os portugueses - e Pedri no meio-campo, além de Lamine Yamal e Mikel Oyarzabal no ataque, reforça a ideia de controle absoluto do ritmo das partidas. Baena e Olmo atuam, na prática, como dois meio-campistas adicionais, apesar das funções ofensivas quando a equipe tem a bola. A profundidade pelos lados passou a depender principalmente das subidas dos laterais Pedro Porro e Marc Cucurella.

Na primeira década deste século, a filosofia espanhola baseada na posse de bola promoveu uma revolução no futebol, impulsionada principalmente pelo que Pep Guardiola construiu em seu histórico Barcelona. Não por acaso, Sergio Busquets, Andrés Iniesta e Xavi formavam a espinha dorsal tanto da seleção quanto do clube catalão.

Nesta Copa do Mundo, apenas uma das equipes ainda vivas na competição apresenta um estilo semelhante ao da Espanha: a Argentina de Lionel Messi. Os argentinos lideram o torneio em número de passes, com 3.368, seguidos pelos espanhóis, com 3.307. A França aparece na sequência, com 2.853.

Ainda assim, a Espanha atual consegue combinar características das equipes campeãs de 2010 e de 2024. A prova está na liderança entre os classificados às quartas de final em número de finalizações: são 93, cinco a mais do que a poderosa seleção francesa.

De qualquer forma, a maior virtude da equipe continua sendo o sistema defensivo. A lógica é simples: quem tem a bola não precisa defendê-la. A Espanha registra média de 65,5% de posse, seguida pela Argentina com 59,9%.

Desde a Itália, em casa no Mundial de 1990, uma seleção não passava pelos cinco primeiros jogos de uma Copa sem sofrer um único gol. A Espanha igualou essa marca e espera apenas evitar o mesmo desfecho - naquele Mundial, a Azzurra empatou em 1 a 1 com Argentina na semifinal e caiu nos pênaltis.

Onde assistir Espanha x Bélgica?

Espanha x Bélgica, nesta sexta-feira (10), às 16h (horário de Brasília) terá transmissão ao vivo da CazéTV, disponível sem custo adicional no Disney+.


Fonte: ESPN