Hospital esclarece caso de bebê que apresentou movimentos após ser declarado morto

Foto: Arquivo pessoal

O caso de Noah Gabriel da Cruz Santos, de um mês de vida, causou espanto em especialistas e familiares após o bebê, que foi dado como morto, voltar a apresentar sinais vitais já no saco funerário duas horas depois da declaração de óbito. A Santa Casa de Rio Claro, unidade médica em São Paulo que estava responsável pela criança, esclareceu o episódio que configurou o “renascimento” da criança.

O hospital apontou o caso como um verdadeiro “milagre”. Em um comunicado enviado ao portal LeoDias, a instituição esclareceu que Noah passou a receber atendimento na UTI Neonatal logo após seu nascimento, já que estava com questões clínicas que exigiam uma cirurgia. Depois de um mês internado, ele teve uma parada cardiorrespiratória.

Segundo a unidade de saúde, apesar de todos os esforços da equipe, o recém-nascido foi a óbito. Após cerca de duas horas da constatação da morte, o responsável indicado pela família percebeu a presença de sinais vitais e imediatamente acionou a equipe hospitalar.

A Santa Casa de Rio Claro ressaltou que o “renascimento” de Noah foi um dos episódios mais inexplicáveis da história centenária do estabelecimento. “Diante disso, a instituição respeita todas as manifestações e interpretações sobre o caso. Para muitos, inclusive entre profissionais e familiares, o que ocorreu é compreendido como um verdadeiro milagre”, destacou o hospital.

Em entrevista ao G1, Letícia Cristina Cruz, mãe do bebê, chegou a confirmar a versão do instituição de saúde. “Estamos sem reação, em êxtase. Só contemplando nosso milagre e crendo na obra por completo. Eu vi a hora do acontecido. Como a doutora ficou e o quanto ela lutou para tentar reanimar ele”, declarou.

Confira a nota completa da Santa Casa de Rio Claro

“No dia 15 de junho de 2026, logo após o nascimento, o paciente N.G.C.S. deu entrada na UTI Neonatal da Santa Casa de Rio Claro com questões clínicas que exigiam uma cirurgia em unidade hospitalar especializada, fora do município de Rio Claro. A partir daí, passou a receber atendimento na UTI Neonatal enquanto aguardava a transferência cirúrgica.

No dia 15 de julho de 2026, N.G.C.S apresentou uma piora clínica, evoluindo para uma parada cardiorrespiratória. Imediatamente, foram iniciadas todas as manobras de reanimação cardiopulmonar, conduzidas por aproximadamente 45 minutos, em estrita conformidade com os protocolos da Sociedade Brasileira de Pediatria. Apesar de todos os esforços da equipe, o paciente evoluiu a óbito no final da tarde. É importante destacar que a Santa Casa de Rio Claro dispõe de uma UTI Neonatal amplamente equipada e de uma equipe altamente capacitada, incluindo a médica responsável pela reanimação, que possui 14 anos de atuação em neonatologia.

Após a constatação do óbito, N.G.C.S permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal por aproximadamente uma hora, para trâmites legais e acolhimento aos pais. Em seguida, conforme protocolo institucional, foi encaminhado a outro setor, para o aguardo de retirada do corpo pela instituição definida pela família.

Cerca de duas horas após a constatação do óbito, o responsável indicado pela família percebeu a presença de sinais vitais e imediatamente acionou a equipe hospitalar. N.G.C.S foi prontamente reavaliado, readmitido na UTI Neonatal e recebeu todos os cuidados intensivos necessários. Na manhã do dia 17 de julho, com a disponibilização da vaga que já aguardava previamente para continuidade do tratamento, N.G.C.S foi transferido para o hospital de referência.

A Santa Casa de Rio Claro e todo o corpo clínico da UTI Neonatal declaram ter vivenciado um dos episódios mais inexplicáveis de sua história centenária. Todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos, não havendo qualquer falha assistencial ou procedimento que pudesse ser revisto diante das evidências existentes naquele momento. O protocolo brasileiro para constatação de óbito é reconhecido por seu elevado rigor e segurança.

Diante disso, a instituição respeita todas as manifestações e interpretações sobre o caso. Para muitos, inclusive entre profissionais e familiares, o que ocorreu é compreendido como um verdadeiro milagre. A Santa Casa reafirma seu compromisso com a ciência, a ética e a transparência, ao mesmo tempo em que reconhece que este foi um acontecimento extraordinário que marcou profundamente todos os que participaram desse momento“.



Fonte:  Portal Leo Dias