Depois de uma longa disputa judicial, a família Matsunaga colocou à venda o apartamento onde o filho – Marcos Matsunaga, herdeiro das indústrias Yoki – foi morto e esquartejado pela esposa, Elize Matsunaga.
A cobertura triplex de luxo no bairro da Vila Leopoldina, região do Alto da Lapa, Zona Oeste de São Paulo, está sendo oferecida ao mercado pelo valor de R$ 2,8 milhões.
O anúncio no site Quinto Andar afirma que a unidade tem cinco quartos com suítes, piscina privativa com churrasqueira, banheiro com banheira de hidromassagem, além de salas de estar, sala de jantar, copa, bar, lareira, escritório e duas varandas.
Localizado na Rua Carlos Weber, o luxuoso apartamento tem um valor de condomínio mensal de R$ 6.087, além de IPTU de R$ 19,3 mil por ano, pago em 12 vezes de R$ 1.609 por mês.
O triplex ainda tem sauna seca com sala de descanso, adega climatizada e vista panorâmica da Zona Oeste da cidade.
Segundo os processos judiciais, Marcos Matsunaga comprou duas coberturas no prédio em 2008 e juntou os dois apartamentos em um só.
Um dos apartamentos estava no nome de Elize Matsunaga quando o crime ocorreu, mas ela perdeu o direito da doação do apartamento após o assassinato, depois de uma longa disputa judicial com os pais do ex-marido assassinado.
Em agosto de 2012, o Fantástico – da TV Globo - exibiu imagens da reconstituição do crime ocorrido dentro do mesmo apartamento, na noite de 19 de maio de 2012, após uma viagem do casal.
Na reconstituição, Elize contou aos peritos que foi na sala de jantar desse triplex que os dois começaram a discutir, após ela revelar ao marido que havia contratado um detetive particular para segui-lo.
Na conversa, a esposa de Matsunaga contou que o detetive descobriu várias traições dele e um suposto plano para interná-la numa clínica psiquiátrica.
Após o herdeiro da Yoki descer para buscar uma pizza no térreo do prédio, o casal recomeçou a briga e Elize contou aos policiais que ele começou a insultá-la e fazer ameaças.
Ela exibiu fotografias do suposto caso extraconjugal do marido, que teria ameaçado se separar e tirar a guarda da filha do casal da responsabilidade de Elize.
“Ele disse que ia provar que eu não tinha condições de ficar com a minha filha e nunca mais ia ver ela”, revelou a moça aos peritos, na época.
A mulher conta que, na sequência, pegou uma arma e disparou contra a cabeça do marido, arrastando ele para o quarto de hóspedes da cobertura de luxo.
Lá, ela teria esquartejado e colocado os pedaços do corpo em três malas. Depois, espalhou os restos mortais do ex-marido por várias áreas de mata de Cotia, na Grande SP.
Câmeras de segurança do edifício registraram Elize deixando o apartamento por volta das 11h30 do dia 20 de maio de 2012. Ela carregava as três malas de viagem, utilizadas para transportar e ocultar as partes do corpo de Marcos.
Por causa do crime, Elize foi condenada em 2016 a 19 anos, 11 meses e um dia de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A pena foi reduzida para 16 anos, 3 meses e 3 dias pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
Atualmente, a assassina confessa do marido cumpre o restante da condenação em regime aberto e mora numa cidade do interior de São Paulo, onde trabalha com venda de roupas para animais domésticos.
Elize nunca mais viu a filha Helena, que teve a guarda concedida aos avós paternos - Mitsuo e Yoko Matsunaga. A menina atualmente tem 16 anos.
A Justiça determinou que Elize Matsunaga não mantenha nenhum tipo de contato com a filha. Qualquer reaproximação entre mãe e filha depende exclusivamente de decisão da jovem, apenas quando ela atingir a maioridade.
Fonte: G1
Foto: Montagem/g1/Reprodução/Quinto Andar e TV Globo

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