A safra brasileira de grãos, leguminosas e oleaginosas deve atingir 353 milhões de toneladas em 2026, alta de 2% em comparação com 2025. Foi o que informou nesta quinta-feira (13/8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ao divulgar a Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de julho.
Ainda segundo o instituto, na comparação com a LSPA de junho de 2026, a previsão que consta na LSPA de julho é 1,6% superior, um acréscimo de 5,6 milhões de toneladas.
Arroz, milho e soja representam 92,9% da estimativa da produção nacional de grãos, e respondem por 87,4% da área a ser colhida, na safra desse ano.
Para a soja, a estimativa de produção é de 174,9 milhões de toneladas. Se confirmada, será um novo recorde. O número é 64,3 mil toneladas maior que o do levantamento referente a junho e 5,3% superior ao da temporada de 2025.
A produção de milho é estimada em 141,8 milhões de toneladas para safra de 2026, o que também será um novo recorde, caso se confirme. Em relação ao ano anterior, é 59,4 mil toneladas maior. Houve, ainda, aumento de 5,3 milhões de toneladas de junho para julho. O IBGE reavaliou a produção de Mato Grosso, com incremento de 4,4 milhões de toneladas, e de Mato Grosso do Sul, com 900,2 mil toneladas a mais.
O IBGE informou que o milho primeira safra tem previsão de produção de 29,9 milhões de toneladas, aumentos de 0,7% e de 16,4% em relação ao mês anterior e ao ano passado, respectivamente. Já a estimativa da segunda safra é de 111,9 milhões de toneladas, aumento de 4,7% em relação a junho.
O IBGE informou ainda que a área a ser colhida na safra de 2026 será de 83,1 milhões de hectares, aumento de 1,8% quando comparado com 2025 (+1,5 milhão de hectares); mas é 0,1% inferior (-62.805 hectares) em relação a junho
A área de colheita de soja aumentou 1,3%; a de milho, 2,3% (+8,4% na primeira safra e +0,8% na segunda); e a de sorgo, 21,5%.
Em contrapartida, ocorreram declínios de 4,9% na área do algodão herbáceo (em caroço), de 12,3% na do arroz em casca, de 4,4% na do feijão e de 19,3% na de trigo.
Fonte: Globo Rural
Foto: Wenderson Araújo/CNA

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