Pela primeira vez em 13 anos de funcionamento, o Hospital Veterinário da UniFil, em Londrina, registrou o atendimento de um "mão-pelada" (Procyon cancrivorus), espécie também conhecida como "guaxinim brasileiro" ou graxaim-brasileiro. Considerada rara na região, a chegada do mamífero mobilizou os profissionais do centro de cuidados e marcou um evento inédito.
A coordenadora do hospital e médica veterinária, Daniela Martina, destacou que a presença do animal é atípica nos registros do local, afirmando que, "com a nossa equipe, é a primeira vez que recebemos um exemplar em 13 anos".
Pertencente à família dos procionídeos, a mesma dos quatis e guaxinins, o "mão-pelada" possui características físicas e anatômicas bastante peculiares. Ele mede cerca de 60 centímetros de comprimento, tem cabeça curta, focinho pontudo e uma pelagem que varia do marrom-escuro ao grisalho, com destaque para uma marcante máscara preta no rosto.
O mamífero de hábitos noturnos e vida predominantemente solitária é um animal plantígrado, ou seja, pisa com a planta das patas no chão. Sua anatomia chama a atenção principalmente pela sensibilidade, já que possui quatro vezes mais receptores sensoriais nas mãos do que os seres humanos, o que lhe garante uma altíssima acuidade tátil.
Apesar de ser um achado incomum no perímetro urbano de Londrina e em seus arredores, a espécie tem ampla distribuição geográfica. O animal habita áreas que vão desde a Costa Rica até a América do Sul, englobando todos os biomas brasileiros, como a Mata Atlântica, o Cerrado, a Amazônia, a Caatinga, o Pantanal e os Pampas.
O "mão-pelada" costuma viver próximo a fontes de água, como rios, lagoas e mangues, embora também transite por ambientes secos, dependendo da época do ano. Atualmente, o seu estado de conservação é classificado como "Pouco Preocupante" na lista da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Fonte: tnonline
Foto: Divulgação/ Unifil Londrina

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