A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu, na manhã desta terça-feira (18), um homem de 49 anos suspeito de se passar pelo chefe da Delegacia de Narcóticos (Denarc) em Londrina (PR), no norte do estado. A prisão foi realizada pela própria Denarc na zona oeste da cidade. O investigado é acusado de enviar notificações e mensagens fraudulentas para intimidar cidadãos, utilizando uma falsa identidade funcional.
A investigação teve início após um advogado procurar a Denarc em junho deste ano para relatar que sua cliente, uma moradora de Cambé (PR), havia recebido uma suposta intimação do falso delegado. No documento, o suspeito se apresentava como o delegado responsável pelo núcleo da Denarc em Londrina. A vítima desconfiou da abordagem e, com o auxílio do advogado, acionou a polícia. Após confirmar que a intimação era falsa, a corporação iniciou as investigações e identificou o suspeito.
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pela 5ª Vara Criminal de Londrina, os policiais apreenderam no apartamento do investigado uma carteira de couro preta com o brasão da República e a inscrição “Polícia Civil”, que era utilizada para simular um documento funcional, um simulacro de pistola, um carregador metálico com 15 munições intactas de calibre .380 e um aparelho celular. Em fotos publicadas nas redes sociais, o suspeito aparecia posando em frente a viaturas, vestindo uniforme da corporação e segurando uma arma.
O delegado Adilson José da Silva, verdadeiro titular da Denarc em Londrina, informou que o investigado trabalha como segurança na cidade e já havia sido preso em 2024 por porte ilegal de arma de fogo. Em depoimento, o suspeito confirmou que se passava por autoridade policial. Segundo o delegado, “ele já forneceu algumas informações, não negou que realmente era ele que se passava pela autoridade policial. Alegou alguns motivos pelos quais fez isso, que, por ora, para não atrapalhar a investigação, não é interessante revelarmos”. A PCPR esclareceu que a falsa intimação não tinha como objetivo aplicar um golpe financeiro, e os motivos apresentados pelo investigado ainda serão aprofundados durante as diligências.
O homem foi autuado em flagrante pela posse irregular das munições e do acessório de arma de fogo. Ele é investigado pelos crimes de usurpação de função pública, falsa identidade, estelionato e posse irregular de munições de uso permitido. O material apreendido passará por perícia, e a análise do celular deve indicar quantas pessoas foram abordadas ou intimidadas. O inquérito será encaminhado ao Poder Judiciário ao final das investigações.
A população pode contribuir com as investigações repassando informações de forma anônima pelos telefones 197 (PCPR) ou 181 (Disque-Denúncia).
Fonte: Tnonline
Foto: PCPR

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