Mulher é condenada após fingir ter 12 anos e enganar família em Santa Catarina

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A Justiça de Santa Catarina condenou Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, após ela se passar por uma menina de 12 anos e enganar uma família de Joinville, no Norte do estado. A sentença foi divulgada nesta quinta-feira (20).

Amanda foi condenada pelos crimes de estelionato e falsa identidade. A pena é de um ano, seis meses e 10 dias de reclusão, além de quatro meses e 18 dias de detenção, em regime inicial semiaberto. A Justiça também manteve a prisão preventiva e negou o direito de ela recorrer em liberdade.

Segundo as investigações, Amanda utilizou o nome falso de "Gabriele" e afirmou ter 12 anos para ser acolhida por uma família. Ela permaneceu na residência por aproximadamente 14 meses, sendo tratada pelos moradores como uma adolescente em situação de vulnerabilidade.

Para sustentar a identidade falsa, a mulher teria apresentado relatos sobre problemas de saúde, afirmado ser autista e contado uma história de abusos e uso forçado de hormônios durante a infância. A família acreditou na versão apresentada e passou a oferecer moradia, alimentação e cuidados.

Farsa foi descoberta

A situação veio à tona depois que uma familiar passou a desconfiar da história apresentada por Amanda. Ao realizar pesquisas na internet, ela encontrou informações que apontavam para possíveis episódios semelhantes envolvendo a mulher em outros estados.

As investigações identificaram registros de ocorrências e processos relacionados a situações semelhantes em estados como Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás. Em diferentes episódios, Amanda teria utilizado outros nomes e afirmado ser uma criança ou adolescente.

A mulher foi presa em flagrante em 2 de junho, em Joinville. Posteriormente, a prisão foi convertida em preventiva. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil e o Ministério Público ofereceu denúncia pelos crimes de estelionato e falsa identidade.

Durante a audiência de instrução e julgamento, realizada na quarta-feira (19), foram ouvidos o casal que acolheu Amanda, uma testemunha de acusação, um policial civil e dois profissionais indicados pela defesa, um psiquiatra e uma psicóloga. O processo tramita em segredo de Justiça.

Defesa pretende recorrer

A defesa de Amanda contestou a condenação e informou que pretende recorrer da decisão. Os advogados também sustentaram anteriormente que a mulher apresenta transtornos psiquiátricos e necessita de tratamento, com laudos apresentados no processo.

A sentença, no entanto, considerou comprovadas as condutas e manteve a prisão preventiva. A condenação prevê o cumprimento inicial das penas em regime semiaberto.



Fonte: Catve