O atleta e professor de jiu-jítsu Willian Hiroyuki Masuda, conhecido como Kabuto, está estável, consciente e já apresenta movimentos nos braços após a grave lesão sofrida durante uma luta em Londrina.
A atualização foi feita pelo neurocirurgião Marcus Valério Costa, responsável pelo atendimento do atleta.
"Ele chegou com uma fratura-luxação de coluna cervical, que é uma situação extremamente grave. O que traz uma compressão da medula e um quadro neurológico bastante grave", explicou.
Kabuto precisou passar por uma cirurgia de emergência, que durou cerca de nove horas. O procedimento foi realizado para reposicionar e estabilizar as vértebras e descomprimir a medula.
"Foi feita a estabilização, liberação do canal e descompressão da medula. Isso já foi feito. Agora é o trabalho de estabilização geral para que ele tenha condição de poder recuperar o máximo possível", afirmou o neurocirurgião.
De acordo com Marcus Valério Costa, Kabuto está acordado, consciente, se alimentando e já iniciou a fisioterapia. Ele apresenta movimentos nos braços, mas ainda não tem sensibilidade nas pernas.
"Ele está estável, está, no geral, bem. Está acordado, está consciente, está se alimentando e fazendo todo o tratamento, o trabalho, para que tenha condições para a melhor reabilitação possível", disse.
Apesar dos sinais apresentados, o médico reforça que ainda é muito cedo para afirmar se o atleta voltará a andar ou qual será o grau de recuperação dos movimentos.
"Não tem como afirmar. É uma pergunta que no momento não tem resposta. É um processo gradativo e a evolução é lenta, mas sempre temos que ter toda a esperança."
O médico estima que a reabilitação deverá durar vários meses. A previsão é que, depois de estabilizado e em condições de alta, Kabuto continue o tratamento fora do hospital, com acompanhamento especializado.
O médico também destacou que a condição física de Kabuto pode ser um fator positivo no processo de recuperação, já que ele é jovem e atleta.
"Um atleta saudável, com um porte físico muito bom, tem uma facilidade maior, até pela sua estrutura física", afirmou.
Por enquanto, a orientação é manter o tratamento e a reabilitação. "Esperança sempre existe", afirmou o médico.
Fonte: Catve
Foto: Catve

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