Homem suspeito de matar indígena com 60 facadas é preso no Paraná

Foto: POLÍCIA CIVIL DO PARANÁ

A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira, em Guaíra, no Oeste do Paraná, um homem que confessou ter esfaqueado um indígena cerca de 60 vezes. A detenção ocorreu após uma grande reviravolta nas investigações: a própria vítima, após sobreviver ao violento ataque, desmentiu o cacique da aldeia Tekoha Mirim e apontou os verdadeiros responsáveis, inocentando dois homens que haviam sido presos injustamente por causa de falsos testemunhos.

O crime foi registrado na madrugada de 10 de agosto. A vítima foi encontrada com ferimentos severos na Estrada da Faixinha, sendo prontamente socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O homem foi levado em estado grave para a ala vermelha de um hospital na cidade de Toledo, onde permaneceu internado até sua recuperação. Logo após o ataque, as autoridades prenderam dois indígenas da mesma comunidade, baseando-se unicamente nas acusações do líder da aldeia e de três outras testemunhas que chegaram a confirmar a versão mentirosa perante a Justiça. Somando os relatos a algumas roupas apreendidas, a polícia autuou um dos inocentes em flagrante e conseguiu a prisão preventiva do segundo.

O cenário da investigação mudou por completo no momento em que a vítima recebeu alta hospitalar e prestou depoimento formal em Toledo. O indígena negou de forma categórica qualquer participação da dupla presa e revelou os nomes dos criminosos. Imediatamente após tomar conhecimento da verdade, o delegado responsável pelo caso, Ildelúcio Oliveira Melo, acionou o Ministério Público para revogar as prisões, garantindo a soltura dos inocentes.

Com os dados corretos em mãos, os investigadores localizaram os verdadeiros envolvidos e realizaram as prisões uma semana depois da soltura dos primeiros detidos. Durante o interrogatório, o novo suspeito confessou a autoria das facadas em detalhes, justificando que a agressão foi resultado de uma discussão banal enquanto consumiam bebidas alcoólicas na aldeia. O homem agora segue preso preventivamente à disposição da Justiça.



Fonte: TN