Polícia prende quadrilha que tentou furtar R$ 1 milhão em bebidas com ajuda de funcionário

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu, na manhã desta quinta-feira (17), cinco suspeitos de integrar uma quadrilha que tentou furtar uma carga de bebidas avaliada em R$ 1 milhão. A operação cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em Londrina e Curitiba, no Paraná, e também na cidade de Soledade, no Rio Grande do Sul. O crime ocorreu em 16 de dezembro do ano passado, no centro de distribuição de uma grande rede varejista de supermercados localizado em Cambé, no norte paranaense.

A tentativa de furto contou com uma engenharia tecnológica complexa e o auxílio direto de um funcionário do setor de logística da própria empresa vítima. De acordo com o delegado André Feltes, da PCPR, o colaborador usou seu conhecimento privilegiado sobre as rotinas de carregamento e os sistemas internos para idealizar o plano e tentar neutralizar a segurança do local. Os investigadores descobriram que os criminosos conseguiram invadir o e-mail corporativo de um gestor da rede, capturando senhas e códigos de autenticação para interceptar ordens de faturamento.

Para colocar a fraude em prática, a quadrilha utilizou linhas telefônicas registradas em nome de laranjas e criou um perfil falso em um aplicativo de mensagens. Passando-se por uma funcionária responsável pela liberação das cargas, o grupo emitiu ordens fraudulentas diretamente aos operadores do pátio logístico. A quadrilha ainda providenciou notas fiscais falsificadas, que foram entregues fisicamente na portaria para autorizar a saída do caminhão contratado pelo bando. O desvio só foi frustrado porque a equipe do centro de distribuição percebeu inconsistências na documentação antes de o veículo deixar o local.

Os suspeitos presos nesta quinta-feira são investigados por furto qualificado por fraude, abuso de confiança, concurso de pessoas e associação criminosa. Durante as buscas, os policiais apreenderam dispositivos eletrônicos, mídias digitais, veículos e documentos. Todo o material será analisado para consolidar as provas levantadas durante a fase sigilosa da investigação e para ajudar a Polícia Civil a identificar a possível participação de outros envolvidos no esquema.



Fonte: Tnonline