A Seleção Brasileira iniciou o novo ciclo de Copa do Mundo com uma atuação ruim e empate por 1 a 1 com a Austrália nesta sexta-feira (25). A falta de criatividade do time, especialmente no meio-campo, chamou a atenção. Raphinha vestiu a camisa 10, mas jogou como atacante, não como armador. A função coube à Estêvão, que tem jogado pouco no Chelsea e sofreu para vencer a marcação dos australianos nesta sexta. Em suma, o Brasil começa a caminhada para a Copa do Mundo de 2030 com um velho problema: saber quem será o verdadeiro camisa 10 da Seleção.
Depois de Pelé, Rivellino, Zico, Silas, Raí, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká e Neymar vestiram a icônica camisa 10 em Mundiais. Rivellino e Zico eram craques, mas não conseguiram levar o Brasil a finais entre 1978 e 1986. Silas sucumbiu junto com o Brasil nas oitavas da Copa do Mundo de 1990, e Raí virou reserva durante a campanha do Tetra, em 1994.
A força da camisa 10 da Seleção voltaria em 1998 com Rivaldo, e a partir daí o torcedor brasileiro voltou a se acostumar com o clássico jogador da função. Depois daquela Copa da França, o Brasil teve Ronaldinho Gaúcho e Kaká, dois jogadores que seriam eleitos os melhores do mundo em algum momento, vestindo a camisa que fora de Pelé.
Neymar utilizou a 10 do Brasil pela primeira vez em 2011, mas só se tornaria dono dela dois anos mais tarde. Naquele ínterim, e em outros momentos em que o craque esteve lesionado, a Seleção, tal qual como agora, testou uma série de jogadores. Nenhum vingou.
Ganso, Lucas Lima, Oscar, Renato Augusto e Jadson foram alguns dos atletas que vestiram a 10 da Seleção, especialmente em amistosos. Salvo atuações isoladas, nenhum conseguiu se firmar ou deixar boas lembranças.
Horas antes do amistoso do Brasil com a Austrália, a Seleção divulgou a numeração dos jogadores e decidiu entregar a camisa 10 a Raphinha. O atacante vive fase artilheira no Barcelona, mas vem de uma Copa do Mundo ruim. E, nesta sexta, ele teve atuação um pouco acima do razoável em meio à exibição ruim do Brasil, o que fez mais uma vez o torcedor reclamar da falta de um verdadeiro camisa 10.
Desde o fim do Mundial deste ano, Carlo Ancelotti tem reiterado em entrevistas que a principal busca neste novo ciclo é por meio-campistas. O jogo desta sexta mostrou que, mais do que isso, o treinador precisará encontrar um camisa 10.
Fonte: Lance
Foto: Saeed Khan/AFP

0 Comentários