Operação do Gaeco mira suspeitos de lavar dinheiro do tráfico de drogas

Foto: Divulgação/Gaeco

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná deflagrou nesta terça-feira (29) a Operação Black Bag, em Londrina, com o objetivo de desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma facção criminosa de atuação nacional. Em ação conjunta com a Polícia Militar e a Polícia Civil, as equipes cumpriram um mandado de busca e apreensão contra um suspeito de atuar como "laranja" para o tráfico interestadual de drogas, focado principalmente na distribuição de maconha.

A investigação que culminou na operação teve início em 19 de junho de 2026, após policiais da Rotam abordarem um veículo na cidade e encontrarem quase R$ 200 mil em espécie escondidos dentro de uma sacola. Como o motorista não soube explicar a origem do dinheiro, os valores, o carro e o aparelho celular foram apreendidos. A partir desse flagrante, as autoridades descobriram que o condutor mantinha vínculos com criminosos de alta periculosidade ligados à facção.

O aprofundamento das diligências revelou uma rede de ocultação de patrimônio. Os investigadores identificaram que uma caminhonete registrada no nome do motorista abordado era, na verdade, utilizada por outro suspeito. Além disso, um documento encontrado no carro apreendido indicava que o veículo pertencia a um terceiro integrante do grupo, dono de extensa ficha criminal. O alvo do mandado desta terça-feira, expedido pelo Juízo das Garantias da 5ª Vara Criminal de Londrina, havia assumido na Justiça a propriedade desse automóvel, avaliado em R$ 103 mil. No entanto, as apurações demonstraram que ele não possui capacidade financeira para realizar a compra à vista e em dinheiro, como alegado, configurando a provável atuação como "laranja".

A força-tarefa busca agora recolher dinheiro, drogas, computadores, celulares e anotações para reforçar as provas do esquema e mapear a participação de outros envolvidos. Os alvos da operação deverão responder pelo possível cometimento dos crimes de lavagem de capitais, organização criminosa e tráfico de drogas.




Fonte: TN