Quatis da Ilha do Campeche são estudados em pesquisa inédita em Florianópolis

Foto: Allan Carvalho/PMF/Divulgação/ND

Um projeto inédito realizado na Ilha do Campeche, em Florianópolis, busca estudar e controlar a reprodução dos quatis. Na primeira etapa, realizada entre os dias 26 e 28 de setembro, quatro machos passaram por vasectomia, receberam microchips para identificação e foram devolvidos aos locais onde foram capturados após a recuperação.

A iniciativa é liderada pela Associação de Monitores e Condutores Ambientais da Ilha do Campeche (Acompeche), com apoio da Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram) e de outras instituições ambientais e de pesquisa.

O objetivo é obter dados sobre o tamanho e a estrutura da população de quatis, além de investigar possíveis impactos sobre a fauna e a flora nativas. Embora sejam animais nativos do Brasil, há registros de que os quatis foram introduzidos na ilha pela ação humana a partir da década de 1950.

Segundo os responsáveis pelo projeto, nenhum animal foi retirado definitivamente da ilha ou submetido à eutanásia. O monitoramento será realizado por meio dos microchips e de armadilhas fotográficas. A continuidade das ações a partir de 2027 dependerá dos resultados obtidos nesta primeira fase.

Durante a operação, a ilha ficou fechada para visitantes por três dias. A orientação aos turistas é não alimentar nem tocar nos quatis, pois o contato com pessoas e alimentos humanos pode alterar o comportamento dos animais e aumentar o risco de mordidas, arranhões e transmissão de parasitas.


Fonte: ND Mais