Independentemente de quem vencer a eleição deste domingo (25), Flávio Bolsonaro (PL) ou Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a economia deverá ser um dos principais desafios do próximo governo. O presidente eleito, que tomará posse em 5 de janeiro, terá de lidar com a pressão do mercado financeiro por ajustes nas contas públicas, o alto custo de vida e o endividamento dos brasileiros, em um cenário de previsão de crescimento econômico menor em 2027.
Economistas ouvidos pela BBC News Brasil avaliam que nenhum dos dois candidatos apresentou propostas suficientemente claras para enfrentar esses problemas. A expectativa é que medidas mais concretas sejam anunciadas após a eleição, com a definição da próxima equipe econômica.
Entre as prioridades apontadas pelos especialistas estão a elaboração de um plano para equilibrar as contas públicas e a adoção de medidas que favoreçam o crescimento econômico nos próximos anos. Para o economista Bruno Imaizumi, da consultoria 4intelligence, o sucesso do governo dependerá não apenas dos resultados obtidos durante o mandato, mas também das condições deixadas para a economia continuar crescendo no futuro.
Já Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos e ex-diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente do Senado, defende que o presidente eleito apresente rapidamente um plano objetivo para a economia e o orçamento público. Segundo ele, a composição do Congresso e a presença de outras pautas políticas podem dificultar a aprovação das medidas, especialmente se o governo não tiver uma estratégia clara e consistente.
Fonte: BBC
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

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