Laudo revela histórico de agressões contra bebê

Foto: Material cedido pela família

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) do Distrito Federal revelou que Alice Fraga Delgado de Oliveira, de 1 ano e 3 meses, sofreu agressões repetidas antes de morrer, em 25 de outubro. O exame identificou costelas fraturadas em diferentes ocasiões, com sinais de calcificação, além de traumatismo craniano e lesões internas graves.

Segundo a perícia, a causa da morte foi hemorragia aguda e politraumatismo. A criança também apresentava hemopneumotórax e ruptura do tecido cardíaco, provocados por impactos no tórax. Os exames indicaram que as agressões não ocorreram apenas no dia da morte, mas faziam parte de um histórico de violência.

Alice havia passado por atendimentos hospitalares em outras ocasiões. Em 13 de outubro, foi internada após profissionais de saúde identificarem lesões graves e, posteriormente, transferida para outra unidade. Na ocasião, o Conselho Tutelar de Samambaia pediu à Justiça medidas de proteção e o afastamento da menina da mãe, do padrasto e da babá. O pedido de urgência foi negado em 22 de outubro.

No dia 24, a mãe buscou a criança. Menos de 24 horas depois, Alice foi levada desacordada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia, em parada cardiorrespiratória e com hematomas em diferentes estágios de cicatrização. Apesar das tentativas de reanimação, ela não resistiu.

Na sexta-feira (6), dez dias após a morte, o padrasto, de 23 anos, foi preso por agentes da Polícia Civil do Distrito Federal. Ele é o principal suspeito de provocar as lesões que levaram à morte da menina. A investigação continua, com análise dos depoimentos e dos laudos periciais.

Fonte: Metrópoles